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Cada ramo do coral contém a lua

Atualizado: 31 de out. de 2021

O Zen nos ensina como reconhecer o infinito no ordinário, a experiência das coisas cotidianas pode ser o caminho para a iluminação.

Obra da artista japonesa Yayoi Kusama “Let’s Survive Forever”
Obra da artista japonesa Yayoi Kusama “Let’s Survive Forever”

Temos a tendência de nos apegar à dicotomia entre "mundano" e "sagrado", algo que nos é ensinado na maioria das religiões. Coisa, seres e situações do cotidiano são apenas isso: ordinárias. Mesmo no Budismo, algumas tradições enfatizam a purificação de determinadas ações ou a renúncia ao que consideram mundano. Porém o Zen trabalha de uma maneira diferente.


Quando estava na China o mestre Dogen encontra-se com um velho monge cozinheiro que vai lhe apontar para o verdadeiro sentido da prática. O universo inteiro em cada pequena ação cotidiana, o caminho dos Budas e Ancestrais na nossa vida como ela é.


A artista japonesa Yayoi Kusama tem uma instalação fabulosa chamada "Let's Survive Forever" que tenta mostrar esse reflexo infinito da nossa própria mente em todas as coisas. Muito similar ao tradicional koân "cada ramo do coral contém a lua", indicando a imagem de um coral com pequenas quantidades de água multiplicando o reflexo da lua.


É assim, colocamos a luz da nossa mente em infinitos fenômenos e cada fenômeno mantém a totalidade da existência. Aqui e agora!


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